Tudo ou nada. Ou paramos o totalitarismo ou ele nos engolirá

O Brasil tem um sério problema de miopia. Aprendemos e continuamos repetindo histórias de carochinha. O “país-continente” acredita que os três “povos” (sic) que o formaram em harmonia vão eventualmente chegar a um futuro maravilhoso, à redenção, por mágica, de seus sérios problemas.

Enquanto isso, outros países, com maior senso de realidade, têm se saído melhor. Nossa vizinha Argentina está prestes a sair do confinamento forçado com segurança, graças a uma política séria e articulada do governo comandado pelo recém-empossado Alberto Fernández, com menos de 1000 mortes no total. Enquanto isso, o Brasil caminha para o caos, com cerca de 600 mortes num só dia (por enquanto). E sem prazo para terminar, porque a sociedade está dividida e desnorteada por um sociopata que até agora, só atrapalhou, e em nada ajudou para atenuar este problema.

Sem refletir, deixamos este senhor entrar no poder, no Governo Federal. Um homem que, após ter sido expulso das forças armadas, por 28 anos foi deputado federal sem nada fazer pelo país. Olhássemos sua vida pregressa, veríamos que não passa de um arruaceiro, que não sabe nem o nome do Palácio do Planalto; nem sabe quais são as atribuições da Polícia Federal (vide últimas entrevistas à rádio e à TV). Mas acreditamos que ele escolheria gente “de bem”, porque seria bem intencionado. Muitos jornais instavam a uma mudança de postura, que viria com o irremediável aprendizado da vivência com a máquina pública. Tudo uma série de bobagens.

Ele não vai mudar. Daqui a coisa só tende a piorar.  A série de atos fascistas em meio à maior pandemia da história só demonstra a sede de poder, o egoísmo e a desfaçatez de alguém que saiu de um filme de terror.  Ou as autoridades e cada cidadão brasileiro, da forma como puder, fazem o que for possível para tirar esse déspota do poder, ou cairemos numa ditadura muito pior que a de 1964-1985.

Imagine este homem no poder em uma ditadura. O que será o Brasil? Eu vejo uma ditadura bananeira, típica da América Central, porém em proporções muito piores. Em que o presidente e seus asseclas têm poder sobre tudo e todos; sem liberdade de expressão; sem hospitais,  escolas, e universidades públicos. Nas escolas, serão usados  livros censurados, numa história revisionista, numa ciência fajuta da terra plana… e ai do professor e de quem quiser questionar. A corrupção será muito pior, porém sem o mínimo de transparência, e as igrejas ditas “evangélicas” terão todo o poder para sugar dinheiro de suas vítimas. Um país isolado e ridicularizado internacionalmente.  Já estamos vivendo uma prévia de tudo isto.

Em pouco mais de 13 meses, estamos vivendo um circo diário de hipocrisia, justo daqueles que acusavam a esquerda de todos os males do país. Em 13 anos, os governos petistas não fizeram nem 10% dos ataques à democracia que já vimos neste governo. Sim, “mito” sempre significou mentira, invenção. E não adianta segurar a bandeira brasileira se ela está subjugada à americana. Sim, é traição à pátria.

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